OOP no PHP: Overloading, utilizando os métodos mágicos do PHP

E aeeeeew blz? Bom gente voltando do período de preguiça bagarai, vício em jogos online e outras vagabundagens ociosidade vamos dar continuidade a série de artigos sobre OOP no PHP. O assunto de hoje é bem interessante, no post de hoje vamos ver como usar um dos métodos mágicos do php.

Neste artigo vou falar do método mágico __call(),  que funciona da seguinte maneira:

Quando uma classe tem o método __call() o php roda esse método sempre que qualquer método da classe for chamado, mesmo se o método que foi chamado não existir um método inexistente ou inacessível for chamado (obrigado Edgar pelo puxão de orelha), isso abre espaço para algumas coisas interessantes.

Vamos a um exemplo do funcionamento de __call():

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<?php
class ExemploCall {  
  function __call($m, $a)
  {
    print "Método chamado: $m\n";
    print "Parametros: \n";
    var_dump($a);
    return $this->x;
  }
}
$call = new ExemploCall();
$call->test(1,2,'teste');
 
//Mostra na tela
/*
Método chamado: test 
Parametros: 
array(3) { 
  [0]=>  int(1) 
  [1]=>  int(2) 
  [2]=>  string(5) "teste" 
} 
*/
?>

O exemplo acima simplesmente exibe na tela o método chamado e os parametros enviados, mas vendo isso a pergunta que surge na cabeça é, pra que ou onde eu vou usar o método __call()?

A resposta pra essa pergunta vai da sua criatividade mas eu vou postar aqui uma forma de uso que o cakephp usava há algum tempo atrás.

Funcionava da seguinte forma, havia um método padrão chamado find que era chamado e fazia consultas ao banco de acordo com os parametros passados, porém, (aqui que vem a mágica) ele também podia ser chamado como findByNomeDoCampo o que em alguns momentos facilitava bastante a vida do programador, vamos fazer algo parecido com isso.

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<?php
 
/**
  Só vou postar o código relevante aos métodos mágicos, mas supõe-se que
  deste ponto em diante você já tem incluido no arquivo toda a rotina de 
  conexão com o banco de dados, etc, etc, etc...  
**/
 
class Model {
 
  public function __construct() 
  { //O conteúdo deste método vai variar de acordo com sua classe
  }
 
  public function __call($method, $params)
  {
    // Verifica se o método chamado existe nessa classe
    if ( method_exists($this,$method) )
    {
      //Caso exista chama o método
      return call_user_method($method, $this, $params);
    } 
    else 
    {
      //Caso não exista, chama um método especial que fará a nossa mágica
      $this->parseMethods($method,$params);
    }
  }
 
  private function parseMethods($method,$params)
  {
    //Verifica se o método segue o padrão adotado
    if ( eregi('findBy',$method) === false ) 
    {      
      //Caso não siga dispara um erro dizendo que o método é inválido/não encontrado
      trigger_error('Método inválido ou inexistente',E_USER_ERROR); 
      die;
    }
    else
    {
      //Caso seja um método padronizado (findByAlgo) recupera o nome do campo e converte tudo para minúsculo
      $fieldName = strtolower(str_ireplace('findBy','',$method));      
 
      //Formata os parametros para serem passados ao método find padrão
      $options = $params['1'];
      $options['conditions'] = array($fieldName=>$params['0']);
 
      //Chama o método find original
      $this->find($options);            
    }
  }
 
 
  public function find($options) 
  {    
    var_dump($options);
    //Aqui você faria a consulta usando as informações recebidas
  }
 
}
 
//Instancia a classe
$model = new Model();
 
//Define parametros a serem passados
$options = array (
   'fields' => array ('*')
  ,'order'  => array ('nome ASC')
);
 
//Chama o método mágico
// Onde o primeiro parametro é o valor que o campo passado no nome do método deve ter.
$model->findByBlog('Technócio',$options);
 
/**
O que chega no método options é:
array(3) { 
    ["fields"] =>  array(1) { 
        [0]=>  string(1) "*" 
    } 
    ["order"] =>  array(1) { 
        [0]=>  string(8) "nome ASC" 
    } 
    ["conditions"] =>  array(1) { 
        ["blog"]=>  string(9) "Technócio" 
    } 
} 
**/
?>

O código ta bem comentado e bem simples também, embora não tenha me aprofundado muito no assunto acho que deu pra ter uma noção dessa possibilidade e do que pode ser feito com isso.

Como sempre, para dúvidas, sugestões e puxões de orelha, utilizem os comentários. Até a próxima (que dessa vez não vai ser tão demorada assim).

OOP no PHP: Heranças e Interfaces, extendendo e implementando classes

E ae blz?

Bom gente depois de um alguns dias atrasado devido a problemas pessoais aqui vai o segundo post da série OOP no PHP, nossos assuntos agora são Heranças e Interfaces, e aproveitando o assunto eu preparei uma classe de acesso ao banco de dados que ilustra perfeitamente o nosso assunto de hoje e também usa as definições do post anterior.

Vamos começar com a teoria:

extends – Essa palavra chave indica que uma classe extende outra classe, ou seja, herda todos os métodos e atributos da classe pai.

Exemplos simples:

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<?php
 
class Pai {
	public function pai() {
		echo “Função da classe pai”;
	}
}
 
class Filha extends Pai {
	private function $filha;
 
	public function chamaPai(){
		$this->pai();
	}
 
	public function responde() {
		echo 'Sou uma classe filha';
	}
}
 
?>

No exemplo acima estão disponívels na classe filha todos os métodos/atributos públicos e protegidos (quando existerem) da classe pai.

implements – Essa aqui é um pouco diferente, ela define que uma determinada classe implemente uma interface, que nada mais é uma que uma definição de nomes e parametros de cada método da classe, porém, a real utilidade das interfaces é mais conceitual no mundo OOP e na maioria das vezes é deixada de lado.

vamos a um exemplo:

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<?php
 
interface iFilha {
	public function chamaPai();
	public function responde();
}
 
class Pai {
	public function pai() {
		echo “Função da classe pai”;
	}
}
 
class Filha extends Pai implements iFilha {
	private function $filha;
 
	public function chamaPai(){
		$this->pai();
	}
 
	public function responde() {
		echo 'Sou uma classe filha';
	}
}
 
?>

Algumas considerações interessantes sobre interfaces:

  • Somente métodos públicos aparecem nas interfaces;
  • Uma classe pode implementar mais de uma interface;
  • Uma classe não pode implementar duas interfaces com métodos de nomes iguais;
  • Interfaces podem ser herdadas assim como classes, basta usar extends.

Bom acho que deu pra entender como funcionam essas coisas, então vamos pra um exemplo de uso nessa classe de acesso ao banco que eu fiz pra ajudar o nosso entendimento.

config.php

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<?php
 
class Config {
	const DB_HOST 	= 'localhost';
	const DB_USER 	= 'root';
	const DB_PASS 	= 'root';
	const DB_SCHEMA = 'technocil';
	const DB_ENCODING = 'UTF8';
}
 
?>

dbo_mysql.php

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<?php
 
require 'config.php';
 
interface iDBOMysql {
 
	public function __construct();
 
	public function connect();
 
	public function insert($table,$fields);
 
	public function update($table,$fields);
 
	public function delete($table,$conditions);
 
	public function select($table,$fields='*',$conditions=null,$order=null,$limit=null);
 
}
 
class DBOMysql extends Config implements iDBOMysql {
 
	private $connection;
	private $result;
 
	/**
	 * Construtor chama os métodos necessários quando a classe é instanciada
	 */
	public function __construct() {
		$this->connect();
	}
 
	/**
	 * Conecta com o banco de dados utilizando os dados das constantes de configuração
	 */
	public function connect() {
		$this->connection = mysql_connect(parent::DB_HOST,parent::DB_USER,parent::DB_PASS) or die (mysql_error());
		if (mysql_select_db(parent::DB_SCHEMA, $this->connection)) {
			$this->setEnconding();
		}
	}
 
	private function setEnconding() {
		$this->query('SET NAMES '' . parent::DB_ENCODING.''');		
	}
 
	private function query($sql) {
		return mysql_query($sql,$this->connection);
	}
 
	/**
	 * Executa uma query de inserção no banco de dados
	 *
	 * @param string $table nome da tabela
	 * @param array $fields array com os campos e valores a serem inseridos
	 */
	public function insert($table,$fields) {
 
		$columns = $values = array();		
		foreach ($fields as $column => $value) {
			$columns[] = mysql_real_escape_string($column);
			$values[] = mysql_real_escape_string($value);
		}
 
		$sql  = 'INSERT INTO '.mysql_real_escape_string($table).' ';
		$sql .= '('.join(',',$columns).') ';
		$sql .= 'VALUES (''.join("','",$values).'')';
 
		return $this->query($sql);
 
	}
 
	/**
	 * Executa uma query de atualização no banco de dados
	 *
	 * @param string $table nome da tabela
	 * @param array $fields array com os campos e valores a serem inseridos
	 */
	public function update($table,$fields,$conditions=null) {
 
		$columns = $values = array();		
		foreach ($fields as $column => $value) {
			$itens[] = mysql_real_escape_string($column).'=''.mysql_real_escape_string($value).''';
		}
 
		$sql  = 'UPDATE '.mysql_real_escape_string($table).' ';
		$sql .= 'SET '.join(',',$itens).' ';
 
		if ($conditions != null)
			$sql .= 'WHERE '.mysql_real_escape_string($conditions);
 
		return $this->query($sql);	
 
	}
 
	/**
	 * Executa uma query para excluir registros do banco
	 *
	 * @param string $table nome da table
	 * @param string $conditions condições de exclusão (opcional)
	 */
	public function delete($table,$conditions) {
 
		$sql  = 'DELETE FROM '.mysql_real_escape_string($table).' ';
		if ($conditions != null)
			$sql .= 'WHERE '.mysql_real_escape_string($conditions);
 
		return $this->query($sql);
 
	}
 
	/**
	 * Executa uma query para selecionar registros no banco de dados
	 *
	 * @param string $table 
	 * @param array $fields 
	 * @param string $conditions 
	 * @param string $order
	 * @param string $limit
	 */
	public function select($table,$fields='*',$conditions=null,$order=null,$limit=null) {
 
		$sql  = 'SELECT ';
		$sql .= (is_array($fields)) ? join(',',$fields) : $fields;
		$sql .= ' FROM '.mysql_real_escape_string($table).' ';
 
		if ($conditions != null)
			$sql .= 'WHERE '.mysql_real_escape_string($conditions);
 
		if ($order != null)
			$sql .= 'ORDER BY '.mysql_real_escape_string($order);
 
		if ($limit != null)
			$sql .= mysql_real_escape_string($limit);
 
		$results = $this->query($sql);
 
		$fetch = array();
		while ( $loop = mysql_fetch_assoc($results) ) {
			$fetch[] = $loop;
		}
 
		return $fetch;
 
	}
}
 
?>

Só uma rápida explicação:
A classe Config é uma classe que contem as constantes de configuração de acesso ao banco, a classe DBOMysql é a classe que implementa a interface iDBOMysql e extend a classe Config, vocês podem notar também o uso de public em private nos atributos, essa classe mostra o uso extends e implements, só gostaria de lembrar que como a classe os métodos private da classe não aparecem na interface, e que nesse caso a interface não é algo essencial.

Bom gente por enquanto é isso, quero me desculpar pelo atraso do post, a última semana foi meio corrida e o fim de semana foi de comemoração por que terminei a faculdade.

Abraços e até a próxima, onde nossos assuntos vão ficar cada vez mais interessantes.

OOP no PHP: Visibilidade, definições de public, protected, private e static

E ae blz?

Bom inaugurando a minha participação aqui no blog resolvi começar com uma série de artigos sobre OOP e PHP, no primeiro post eu vou explicar o que significam as palavrinhas public, protected, private e static, o que significam e a função de cada uma delas em nossas classes.

Só pra constar essa série inicial terá 5 posts com os seguintes assuntos.

  • Visibilidade, definições de public, protected, private e static
  • Heranças e Interfaces, extendendo e implementando classes
  • Reaproveitamento, Sobrescrevendo métodos
  • Overloading, utilizando os métodos mágicos do PHP
  • Improviso, simulando a sobrecarga de métodos no PHP

Bom já que estamos com tudo resolvido vamos começar a brincadeira.

As definições de escopo são bem simples e não há necessidade de se extender falando delas.

public é a liberal das definições de escopo, todo método ou atributo de uma classe definido como
public pode ser acessado de qualquer lugar.

protected é um pouco mais contida só pode ser acessada de dentro da classe e de suas classes filhas.

private como o nome já diz é totalmente restrita e só pode ser acessada de dentro da classe.

Exemplo abaixo:

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<?php
 
class Exemplo {
 
  public $publicInfo = 'Sou uma informação pública';
  protected $protectedInfo = 'Sou uma informação protegida';
  private $privateInfo = 'Sou uma informação restrita';
 
  public function getPublicInfo() {
    echo $this->publicInfo;
  }
 
  protected function getProtectedInfo() {
    echo $this->protectedInfo;
  }
 
  private function getPrivateInfo() {
    echo $this->privateInfo;
  }
 
}
 
$exemplo = new Exemplo;
 
//Imprime Sou uma informação pública
$exemplo->getPublicInfo();
 
//Retorna Fatal error: Call to protected method Exemplo::getProtectedInfo() from context
$exemplo->getProtectedInfo();
 
//Retorna Fatal error: Call to private method Exemplo::getPrivateInfo() from context
$exemplo->getPrivateInfo();
 
?>

Tudo bem aparentemente, então vamos pra função de static.

static permite que algum método ou atributo de uma classe seja chamado sem a necessidade de instanciar a classe. O método/atributo é chamado da seguinte forma:

NomeDaClasse::NomeDoMetodo() ou
NomeDaClasse::$NomeDoAtributo

Exemplo:

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<?php
 
class ExemploStatic {
	public static $atributo = 'Eu tenho alguma informação';
 
	public static function fazAlgumaCoisa() {
		echo 'Eu faço alguma coisa';
	}
}
 
//Imprime Eu tenho alguma informação
echo ExemploStatic::$atributo;
 
//Imprime Eu faço alguma coisa
ExemploStatic::fazAlgumaCoisa();
 
?>

É por hora acho que já ta de bom tamanho, você pode encontrar mais informações sobre public, private e protected e também sobre a static na documentação oficial do php.

Ainda ficou com alguma dúvida? sim? bom os comentários tão aqui pra isso, mas se você não ficou com dúvidas e quer dar um puxão de orelha no menino aqui, os comentários também server pra isso.

Um abraço e até o próximo post.